sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Indígenas Brasileiros


É notório que a existência de tribos indígenas no território brasileiro antecede à colonização do Brasil pelos portugueses. Porém, é importante ressaltar que esses grupos indígenas eram heterogêneos, de modo que cada tribo possuía sua peculiaridade, dentre as quais destacam-se: Tupis, Guaranis, Xavantes, Caraíbas, entre outros. Estima-se que por volta de 1500 a população indígena no território brasileiro variava entre três e cinco milhões de habitantes.
Infelizmente, ainda predomina a ideia de que povos ágrafos, não são contribuintes da História, afirmação essa carregada de preconceito e desconhecimento. Embora os índios brasileiros inicialmente não dominassem a escrita, deixaram um rica e vasta cultura material e imaterial para nossa História, isto é, ainda hoje temos palavras existentes na língua portuguesa que têm origem direta dos idiomas indígenas, como por exemplo: Tamanduá, Ibirapuera, além de nomes como Jacira, Iara, Mayara e etc

            O contato mais efetivo entre indígenas e europeus se deu a partir do processo de colonização do Brasil, a partir das faixas litorâneas do território, onde em sua maioria habitavam povos do grupo tupi-guarani. A partir desse contato, é possível adquirir mais informações sobre esses grupos nativos acerca de seus costumes, organização social, crenças e etc.; vale ressaltar que esses relatos se dão a partir da perspectiva do homem europeu (a visão que o europeu tinha dos índios).


POR QUE ÍNDIO?

Embora tenhamos escutado diversas explicações para o porquê de os nativos brasileiros serem chamados de índios, esse nome se deu a partir de um “ erro histórico”, e porque não dizer um “erro geográfico” também?
 Nossos nativos receberam esse nome, pois durante a Expansão marítima europeia (que também possui um resumo no blog), os europeus pensaram ter chegado às Índias, região esta, riquíssima em especiarias. Assim, os nativos americanos foram erroneamente chamados de Índios.
A partir dessa nomenclatura foram deixadas de lado as diferenças linguísticas e culturais de cada grupo indígena, isto é, para os colonizadores, todos os índios eram iguais, pertencentes a uma única e grande tribo, o que era um elemento muito importante para domínio destes povos, não respeitar e/ou reconhecer suas diferenças; característica essa que se perpetuou ao longo dos anos. E você sabe distinguir um índio Caraíba de um índio Guarani? No senso comum, são todos iguais, apenas índios, infelizmente.



HERANÇA LINGUÍSTICA

Anteriormente à colonização eram faladas no território brasileiro aproximadamente 1300 línguas indígenas. Com o choque cultural e a dizimação dos indígenas pelos portugueses, atualmente restam cerca de 180 línguas indígenas no Brasil, essas línguas geralmente são agrupadas em TRONCOS LINGUÍSTICOS, línguas que possuem a mesma origem. O tronco mais conhecido é o tronco Tupi.
É importante ressaltar que a diversidade desses grupos também se estende por sua localização geográfica, isto é, os indígenas se espalham pelo território, há tribos que ocupam a região litorânea e de florestas, e há também os que ocupem a região de cerrado e caatinga.

           


ESTRUTURA SOCIAL

Embora grupos distintos, as tribos indígenas possuíam uma estrutura social comum (mas não obrigatória), onde cada indivíduo tem seu papel definido para o bom funcionamento do grupo, como por exemplo o PAJÉ, responsável pelos rituais da tribo; o CACIQUE, responsável por orientar e organizar os índios.
Havia também a divisão do trabalho por sexo, isto é, trabalhos desempenhados por homens e outros por mulheres, aos homens eram reservadas atividades de caça, pesca e cultivo da terra; às mulheres eram reservadas as atividades de colheita, afazeres domésticos, artesanato e cuidar das crianças. Em alguns casos o casamento entre tribos diferentes era usado para selar a paz e a aliança entre as mesmas.
Atualmente o estado com maior população indígena fora da Amazônia é o Mato Grosso do Sul, onde residem os índios guarani-kaiowá.

CHOQUE CULTURAL

 Inicialmente, o contato entre europeus e indígenas se deu de forma pacífica, apesar disso, boa parte da população indígena foi dizimada nos primeiros contatos graças a doenças adquiridas pelas frotas de além-mar, e para as quais os índios não possuíam defesas, como por exemplo, a gripe. Os portugueses iniciam o reconhecimento e exploração do território com o auxílio dos nativos, usando-se do escambo, extraiam materiais como o Pau-brasil (madeira muito cobiçada na Europa por possuir uma coloração avermelhada e madeira mais resistente) e em troca davam aos índios objetos como espelhos, apitos e etc.
Ao perceber o caráter exploratório da colonização portuguesa, os indígenas começam a fugir e se rebelar, os que sobreviviam eram transformados em escravos. Diante disso, o papel do JESUÍTAS através da catequese torna-se fundamental, pois com a dominação e escravização, os índios eram obrigados a adotar os costumes europeus, o que incluía, vestir-se como o homem branco, falar português, cultuar a religião católica.
A tentativa de supressão dos costumes indígenas se justificava graças a ideia de EUROCENTRISMO, isto é, a Europa era o centro do progresso, desenvolvimento e civilidade, portanto; todo aquele que não era europeu e católico era visto como menos desenvolvido, e cabia à eles levar a conversão, o progresso e a civilização à todos aqueles vistos por eles como “ povos sem cultura”.

 


   ÍNDIOS NA ATUALIDADE

            Estima-se que exista na atualidade cerca de 300 etnias, e 180 línguas indígenas, porém, o conflito e as mortes em defesa de suas terras têm se tornado cada vez mais frequente, isto porque, o governo estuda a possibilidade demarcação das terras indígenas. Além disso, os povos indígenas também sofrem com a ação de fazendeiros, garimpeiros e grileiros que por vezes usam da violência para tomar essas terras.
            
                                                                  "Por todo o contexto histórico de massacres à população nativa do Brasil, se torna essencial a realização de políticas públicas direcionadas à proteção do índio, evitando invasões às suas terras por parte de fazendeiros, garimpeiros, madeireiros, posseiros, entre outros que pretendem realizar a exploração econômica no local. Outro fator é a construção de hidrelétricas, que, em alguns casos, necessita que a população indígena seja retirada de seu terreno para o alagamento do mesmo".
                                     Wagner de Cerqueira e Francisco
        

População indígena de acordo com o censo do IBGE de 2010





             Embora caiba à FUNAI, Fundação Nacional do Índio, implementar políticas de proteção aos povos indígenas, pouco tem sido feito para inibir este conflito entre grandes latifundiários que almejam a exploração econômica da região e índios, onde os nativos infelizmente têm saído perdendo.
             O que nos é transmitido é uma escassez de fontes atualizadas sobre a real situação dos indígenas em nosso país, o conhecimento que temos ainda é sobre o olhar do homem branco, parte da população ainda desconhece suas verdadeiras raízes ou as tratam com preconceito, por mais que o país tenha se formado a partir da mistura de vários povos, deveríamos valorizar mais o que nossos povos nativos nos oferecem, como por exemplo o trato com a terra e uma cultura de preservação riquíssima. Renegar nossas origens é renegar quem realmente somos, é renegar nossa própria História.


PARA SABER MAIS



REFERÊNCIAS:



terça-feira, 1 de janeiro de 2019

Ditadura Militar 1964- 1985

       Ditadura militar é a forma de governo em que o poder está concentrado nas mãos dos militares, seja apenas um indivíduo ou um grupo. No Brasil, o regime militar teve início com o golpe de Estado em 1 abril de 1964. Isto é, o presidente eleito João Goulart teve seu mandato interrompido com o apoio das forças de segurança.
Mapa mental Ditadura militar. Disponível em:
https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/historia/o-que-e-ditadura-militar.htm

ANTECEDENTES:

        João Goulart foi fortemente criticado pela elite conservadora da época por suas ideias de caráter "Populista", que era vista pelos mesmos como indícios de comunismo. Seu programa de Reformas de Base, entrava em choque direto com os interesses dessas elites e das grandes empresas estrangeiras. Estas Reformas incluíam:
  • Desapropriações de terras;
  • nacionalização das refinarias de petróleo;
  • reforma eleitoral garantindo o voto para analfabetos;
  • reforma universitária, entre outras.
João Goulart

        A fim de evitar o avanços dessas reformas,a oposição inicia uma onda de campanhas contra ele, acusando-o de ser comunista, uma vez que as campanhas a favor das Reformas de Base tinham apoio das camadas populares da sociedade, como as Ligas Camponesas e os trabalhadores urbanos. A inflação chegou a atingir em 1963, o índice de 73,5%. O presidente exigia uma nova constituição que acabasse com as "estruturas arcaicas" da sociedade brasileira.
       Como resposta a esse crescimento e apoio popular, as camadas conservadoras inicia a Marcha da Família com Deus pela Liberdade. Após a REVOLTA DOS MARINHEIROS, em 25 de março de 1964, João Goulart perdeu apoio no círculo militar. Em 31 de março de 1964, as forças armadas ordenam a deposição (retirada do poder) do presidente. Aproveitando-se do momento em que João Goulart buscava apoio na região sul do país, os militares com o apoio da mídia da época, alegam que Jango, como era popularmente conhecido, havia fugido. Iniciava-se aí o regime militar que duraria 21 anos, caracterizado por forte repressão aos movimentos populares e às organizações que, anteriormente apoiavam as Reformas de Base idealizadas por Jango, como a União Nacional dos Estudantes (UNE).
         O tenente-brigadeiro Francisco de Assis Correia de Melo, o general Artur da Costa e Silva e almirante Augusto Rademaker compunham a Junta Militar, responsável pela instauração do AI-1 (Ato Institucional nº 1) que determinava que o governo militar poderia cassar mandatos legislativos, suspender os direitos políticos (por dez anos) ou afastar do serviço público todo aquele que pudesse ameaçar a segurança nacional. Além disso, convocou eleições indiretas para presidente e a extensão do mesmo cargo até o ano de 1966.


DESENVOLVIMENTO DO REGIME:

        O primeiro presidente do regime militar foi o general Humberto de Alencar Castelo Branco, em seu governo foram promulgados uma sequencia de Atos Institucionais ( AI´s), medidas com força de lei que buscava aumentar a força do Poder Executivo, e restringir liberdades políticas.
Humberto de Alencar Castelo Branco

       O AI-2 de 1965 extinguiu todos os partidos políticos
       O AI-3 de 1966 instituiu o bipartidarismo, com a criação dos partidos políticos Arena (Aliança Renovadora Nacional) e MDB (Movimento Democrático Brasileiro).Ao fim do governo Castelo Branco, foi aprovada uma nova Constituição, a Lei de Imprensa e a Lei de Segurança Nacional.
       Em 1967, Artur da Costa e Silva assume a presidência, neste período a oposição ao regime militar cresce, inclusive em setores anteriormente favoráveis ao mesmo. Em resposta, o governo aumenta a repressão.
Artur da Costa e Silva

       Em 1968, vários países realizam manifestações e protestos contra a ordem mundial vigente (principalmente em países que também sofriam com o regime militar como a Argentina). No Brasil, a liderança desses movimentos foi a UNE ( União Nacional dos Estudantes) que foi declarada clandestina pelos militares, com o apoio da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).
        A sucessão de mortes como a do estudante Edson Luís no Rio de Janeiro, culminou na organização de uma gigantesca manifestação denominada PASSEATA DOS CEM MIL, no Rio de Janeiro. Enquanto isso, o CCC ( Comando de Caça aos Comunistas), de extrema direita, invade o teatro Ruth Escobar em São Paulo, e espanca atores. Em outubro de 1968 a polícia prende a maioria das lideranças estudantis durante um congresso da UNE, realizado clandestinamente em Ibiúna - SP.
       Ainda em 1968 ocorre o crescimento de grupos armados de oposição ao regime, guerrilhas como a Ação Libertadora Nacional ( ALN), liderada por Carlos Lamarca já se estruturava desde 1967. Diante disso, Costa e Silva fecha o Congresso e decreta o AI-5, Ato Institucional mais repressivo do regime, este ato aboliu as liberdades individuais, intensificou a repressão aos opositores, que eram presos, torturados e/ou mortos. Para tanto foram criados órgãos de repressão financiados em grande parte pelo capital estrangeiro, como o DOI-CODI ( Departamento de Operações Internas e Centro de Operações de Defesa Interna).
Carlos Lamarca

      Diante do endurecimento dos órgãos de repressão, novos grupos de oposição surgiram, caso do MR-8 ( Movimento  Revolucionário 8 de outubro) e VPR ( Vanguarda Popular Revolucionária), que ganhou reconhecimento ao sequestrar o embaixador norte-americano Charles Elbrick, que foi trocado por quinze prisioneiros políticos em 1969.
     Emilio Garrastazu Médici assume o poder após a morte de Costa e Silva em 1969, neste período a repressão se intensifica, porém, ocorrem avanços econômicos como o MILAGRE BRASILEIRO, que só foram possíveis por meio de investimento estatal em grandes obras e companhias públicas, e incentivo de capital estrangeiro em diferentes setores da economia, de modo que os maiores beneficiários desse "milagre" foram a elite e a classe média; a maioria da população continuou a receber baixos salários e viver sob péssimas condições.
Emilio Garrastazu Médici

     O " Milagre" foi usado pelo governo como forma de aumentar sua popularidade, usando propaganda política e de investimentos em obras monumentais; são desse período a Usina de Itaipu, a rodovia Transamazônica, a Ponte Rio- Niterói e as usinas nucleares Angra 2 e Angra 3.
Ponte Rio Niterói


ABERTURA LENTA, GRADUAL E SEGURA

     O general Ernesto Geisel sucedeu Médici na presidência em 1974; considerado um militar que não fazia parte da chamada "linha dura", começou a implantar um lento processo de abertura política. Contudo, a aprovação de Lei Falcão (1976), dos Pacotes de Abril (1977) e a criação dos chamados "senadores biônicos" (nomeados pelo governo) mantinham a oposição sob rígido controle e garantiam a maioria política da Arena (partido do governo) no Congresso.
Ernesto Geisel

    Os assassinatos do jornalista Vladimir Herzog e do operário Manuel Filho pelos militares contribuíram para aumentar a oposição e a indignação da sociedade com o regime. Para militares moderados, era o momento de preparar a entrega do poder aos civis. O AI-5 foi revogado (anulado) em 1978.

Vladimir Herzog


    O sucessor de Geisel, João Baptista Figueiredo, aprovou em 1979 a Lei da Anistia, importante passo para a redemocratização do Brasil. No mesmo ano, a volta do pluripartidarismo acirrava as disputas politicas, com a criação de vários partidos de oposição. O sindicalismo operário, muito forte na região do ABC paulista, reunia líderes importantes na mobilização dos trabalhadores para grandes manifestações e greves, neste momento é criado o PT(Partido dos Trabalhadores), em 1980, marco importante nas lutas pela redemocratização.

João Baptista Figueiredo

    Nos últimos meses de 1983, teve início em todo o país uma campanha pelas eleições diretas para presidente, as "Diretas Já", que uniram várias lideranças políticas como Fernando Henrique Cardoso, Lula, Ulysses Guimarães, entre outros. O movimento que chegou ao auge em 1984, quando seria votada a Emenda Dante de Oliveira, que pretendia restabelecer as eleições diretas para presidente.
    Logo depois da derrota de 25 de abril, grande parte das forças de oposição resolveu participar das eleições indiretas para presidente. O PMDB lançou Tancredo Neves, para presidente e José Sarney, para vice-presidente. Reunido o Colégio Eleitoral, a maioria dos votos foi para Tancredo Neves, que derrotou Paulo Maluf, candidato do PDS. Desse modo encerrava-se os dias da ditadura militar.


CULTURA E RESISTÊNCIA


     A televisão tornou-se muito popular na década de 1960, a conquista da Copa do mundo do México em 1970 foi comumente associada aos efeitos do governo militar. O uso de adesivos ufanistas e adoção do slogan  "Brasil, ame-o ou deixe-o" eram intensamente divulgados. A produção cultural nesse período sofreu forte censura, mas, utilizavam-se de diversos modos, como jogos palavras para "burlar" os censores.
     A "arte engajada" tornou-se uma forma de "resistência cultural", sendo utilizada pelos militantes de esquerda para conscientizar a população e denunciar ou autoritarismo do regime.
     Apontando insatisfação direta ou usando metáforas, a maioria dos artistas buscou refúgio no exterior. O autoexílio foi a medida tomada para evitar as sucessivas convocações para depoimentos e a possibilidade de prisão.
     Entre os compositores de maior destaque no período ditatorial estão:
  • Chico Buarque
  • Geraldo Vandré
  • Aldir Blanc, em companhia de João Bosco
  • Gilberto Gil
  • Caetano Veloso
  • Roberto Carlos e Erasmo Carlos
Manifestação de artistas como Gilberto Gil e Caetano Veloso
contra o regime militar

PARA OUVIR E APRENDER: 
     Músicas que falam sobre o regime militar.






DESFECHO DO REGIME:


       A Ditadura militar foi um período de forte repressão e supressão dos direitos e liberdades individuais; fazendo uso da força e de métodos como a luta armada e a tortura, o regime militar deixou profundas marcas na História do país. Neste período, pessoas eram presas se consideradas ameaça à ordem vigente, se presas eram torturadas, mulheres eram estupradas e famílias inteiras foram desestruturadas pelos órgãos de repressão. O terror chegou a tal ponto que apenas a oposição armada era viável para impedir prisões arbitrárias. 
       Embora grandes obras tenham sido realizadas neste período, o que herdamos desse episódio em nossa história foi um endividamento externo gigantesco, porém também é possível perceber a união civil, que sempre buscou derrubar esse regime e participar ativamente das decisões políticas do país.
    

quarta-feira, 18 de julho de 2018

Egito Antigo


         Toda vez que falamos em Egito Antigo nos vêm à cabeça as pirâmides e os grandes faraós. Entretanto, poucos fazem ligação com a história e influência da região em que essa civilização se desenvolveu, o continente africano. Localizado no nordeste do continente africano, é uma região desértica, porém circundada ao sul pelo vale do Rio Nilo, conhecida com Crescente Fértil, o que deu origem a  uma das civilizações mais poderosas e influentes da Antiguidade.

A região recebe o nome de Crescente Fértil pois tem o formato de uma lua crescente

SOCIEDADE E POLÍTICA:

   A sociedade egípcia é formada a partir de junção de vários "clãs" chamados monos, estes eram organizados e independentes entre si. Por volta de 3500 a.C, estes monos se juntaram e formaram o que era chamado de reino do  Baixo Egito na região norte, e  reino do Alto Egito na parte sul do território. Em 3200 a.C, Menés unificou os dois reinos tornando-se o primeiro faraó, e dando início ao período conhecido como Antigo Império que durou até 2300 a.C. Na quarta dinastia deste império foram construídos pelos faraós, Quéops, Quéfren ( Que também construiu a esfinge) e Miquerinos as monumentais pirâmides da planície de Gizé.
     No Médio Império (2050-1750 a.C.)  que teve início com o príncipe de Tebas, Mentuhotep I, os hicsos (povo de origem asiática) invadiram o Egito e introduziram  o bronze, o cavalo e os carros de guerra, posteriormente pondo fim no Médio Império.
O Novo Império (1580-1080 a.C.) é caracterizado pelo militarismo e pelas conquistas, principalmente no reinado de Tutmés III. Porém, após no reinado de Ramsés II iniciou-se uma longa decadência e o Egito sofre invasões de vários povos, entre eles os assírios, e posteriormente Persas, Macedônios e  Romanos.
      Dividida de forma hierárquica, havia pouca mobilidade na sociedade egípcia, isto é, as pessoas não costumavam mudar de classe social. Era composta da seguinte forma:

Estrutura social no Egito Antigo
          Nesta sociedade, o faraó era visto e considerado um deus, portanto a forma de governo era a Monarquia Teocrática, isto é, o faraó governava, mas havia a crença em vários outros deuses.

ECONOMIA:

        A base da economia egípcia era a agricultura, sendo possível na região graças às cheias do Rio Nilo, e tendo como produtos principais o trigo, cevada, linho, algodão e papiro. A construção de diques, reservatórios e canais de irrigação, era tarefa do Estado,além disso, desenvolvia-se a pesca, a caça e a criação de animais. As cheias do Nilo começavam em julho e iam até novembro. Neste período, o rio transbordava e depositava o lodo e o limo que possibilitavam o aproveitamento agrícola da região. O Rio Nilo é tão importante para a civilização egípcia que os historiadores dizem: “O Egito é uma dádiva do Nilo”
      Os egípcios não utilizavam o dinheiro, por isso, trocavam suas mercadorias. Essa atividade atingiu seu apogeu no Novo Império, quando se intensificaram os contatos comerciais com a ilha de Creta, Palestina, Fenícia e Síria. O Estado egípcio era proprietário dos meios de produção, incluindo terras e instrumentos de trabalho; os camponeses recebiam terras para o cultivo, mas pagavam tributos para usá-las, a forma de pagamento era na forma de produtos ou de trabalho.
Agricultura egípcia

Rio Nilo


 
 RELIGIÃO:
       A religião no Egito era POLITEÍSTA, isto é, os egípcios acreditavam em vários deuses, e o próprio faraó era visto como um deus. Dentre eles destacam-se


deuses do Egito Antigo


OSÍRIS:
    Osíris era adorado como o deus da vida após a morte, visto que os egípcios acreditavam que a vida continuava em outro plano.


ÍSIS
 Isis era a deusa mãe de Hórus e esposa e irmã de Osíris. Quando seu marido foi assassinado por seu irmão Seth, ela recolheu as partes do corpo de Osíris e as juntou com bandagens, dando início à antiga prática egípcia de mumificar os mortos.



SETH
    O deus do caos é o responsável pelas guerras e pela escuridão. Matou o irmão, Osíris, mas perdeu a supremacia do Egito para o sobrinho Hórus.


AMON RÁ
    Principal deus egípcio, Rá é o responsável pela criação do mundo e representa o Sol. Ele é descrito de diversas formas, desde com a face de uma ave de rapina até como um escaravelho. Os egípcios acreditavam que seu rei (o faraó) era a encarnação de Rá.


 HÓRUS
    Filho de Osíris e Ísis, tem cabeça de falcão e é o protetor dos faraós e das famílias. Quando perdeu o pai, lutou contra Seth pelo trono de principal deus do Egito. Após intervenção de Osíris, direto do “Além”, os demais deuses aclamaram Hórus como líder supremo.


ANÚBIS
   O deus com cabeça de chacal nasceu da união de Osíris e Nephthys. Tem papel importante na passagem para o mundo dos mortos.


 
ARQUITETURA: 
    Os egípcios possuíam especial preocupação com a vida após a morte, por isso foram responsáveis pela construção de imponentes templos religiosos e as pirâmides. Mesmo os projetos simples têm uma finalidade específica, seja guardar algum alimento, abrigar residentes temporários, ou qualquer outro objetivo.


Pirâmides de Gizé

     No total, são conhecidas cerca de 100 pirâmides. A primeira foi construída em Saqqara por volta de 2750 a.C. A mais famosa, cerca de 150 anos mais nova, conhecida por pirâmide de Quéops. Ela é o único monumento remanescente das Sete Maravilhas do Mundo Antigo e foi erguida no reinado do faraó Khufu (Quéops).
     Localizada na região de Gizé (norte do Egito), perto de outras duas pirâmides: Quéfren e Miquerinos. Acredita-se que levou 20 anos para ficar pronta com seus 140 metros de altura e 2,3 milhões de blocos de pedra com duas toneladas cada.

Réplica de uma Esfinge

 HIERÓGLIFOS:

      O método de escrita utilizado pelos escribas egípcios eram os hieróglifos, estes eram compostos de  símbolos, e desenhos  que representavam ideias, conceitos e objetos, que juntos formavam textos.Os egípcios escreviam, usando os hieróglifos, no papiro (espécie de papel feito de uma planta de mesmo nome) e também nas paredes de pirâmides, palácios e templos.
     A tradução dos hieróglifos tornou-se possível graças à Jean-François Champollion, egiptólogo e linguista  francês que decifrou os hieróglifos  entre os anos de 1822 e 1824, usando a Pedra de Roseta como fonte.
        Descoberta por soldados do exército de Napoleão Bonaparte, que invadiu o Egito em 1799. A pedra apresentava três tipos de escrita: hieroglífica, demótica (uma forma cursiva usada pelos egípcios antigos) e grega. Como Champollion sabia grego, conseguiu decifrar o que significavam os hieróglifos escritos ali.


Escrita hieroglífica na parede


Pedra de Roseta- Localizada atualmente no Museu Britânico

CLEÓPATRA:
      Rainha do Egito de 51-30 aC, era filha de Ptolomeu XII Auletes. Falava seis idiomas, era uma política formidável e soube usar sua sagacidade  para garantir uma posição favorável ao Egito dentro da crescente influência de Roma.      
     Subiu ao trono aos 18 anos e enfrentou uma guerra contra o irmão.Conforme o estipulado por seu pai reinou junto ao irmão. Por causa dos conflitos que surgem entre a jovem rainha e os partidários do irmão, Cleópatra pede ajuda a Roma para tentar transformar a invasão romana numa aliança favorável ao Egito.
    Assim torna-se amante de Júlio César e, posteriormente, mãe do seu filho. César arrisca sua posição, mas defende os direitos de Cleópatra ao trono. Sufoca a rebelião em Alexandria e faz dela a única rainha do Egito.
     Posteriormente, envolve-se com Marco Antônio, que com a derrota para as tropas de Otávio Augusto, comete suicídio; Cleópatra temendo os rumos que esta derrota acarretaria também se suicida.



         É importante ressaltar que Cleópatra na maioria das vezes é retratada com uma mulher de pele branca, o que se torna ilógico pois o Egito localiza-se no continente africano.

 CURIOSIDADES:

         Atualmente o olho de Hórus  é utilizado como símbolo contra a inveja e o mau-olhado, além de proteção,  sua imagem é muito utilizada para fazer tatuagens, em diversas partes do corpo, e na forma de pingentes.
      Olho de Hórus, também conhecido como udyat, é um símbolo que significa poder e proteção. Era um dos amuletos mais importantes no Egito Antigo, e usado como representação de força, vigor, segurança e saúde.
   

Olho de Hórus, popularmente conhecido como "olho egípcio"

MUMIFICAÇÃO:
        Os egípcios acreditavam na vida  após a morte, de modo que era necessário preservar o corpo para que o espírito pudesse usufruir no "Além", para preservar o corpo inventaram a mumificação. Dando início a descoberta de várias substâncias químicas, e aos estudos da anatomia.
        Para isso, todas as vísceras eram retiradas, e também  o coração, o fígado, o intestino, os rins, o estômago, a bexiga, o baço, cérebro (aplicavam uma espécie de ácido (via nasal) que o derretia, facilitando sua extração).O coração era colocado em um recipiente à parte.Segundo a religião egípcia, após a morte, o espírito era guiado pelo deus Anúbis até o Tribunal de Osíris, que o julgaria na presença de outros 42 deuses. Seu coração era pesado em uma balança, que tinha como contrapeso uma pena. Se o coração fosse mais leve que a pena, o espírito receberia a permissão para voltar e retomar seu corpo. Caso contrário, seria devorado por uma deusa com cabeça de jacaré. Os egípcios acreditavam em deuses híbridos: metade homem, metade animal (antropozoomorfia).
        Em seguida o corpo era desidratado através da imersão em água e sal, feito isso, o corpo era preenchido com serragem, ervas aromáticas (para evitar sua deterioração) e alguns textos sagrados. Finalizado este processo, o corpo era enfaixado, Ataduras de linho branco eram passadas ao redor do corpo, seguidas de uma cola especial. Após esse processo, o corpo era colocado em um sarcófago (espécie de caixão) e abrigado dentro de pirâmides (faraó).
         Nas pirâmides também era depositados itens valiosos como joias, ouro, e até mesmo servos e alimentos, o egípcios acreditavam que esse itens seriam utilizados pelo cadáver na passagem para o mundo dos mortos e na sua vida após a morte.

     


quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Revolução Russa - 1917

      A Revolução Russa de 1917 representa um marco para o socialismo iniciado a partir da ascensão do Partido Bolchevique, resultando na criação da União da Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), que durou até 1991.
      No início do século XX a Rússia era um país com economia essencialmente agrícola, cerca de 80% da sua economia estava concentrada no campo. Subjugados pelo Czar  Nicolau II (Imperador), os trabalhadores rurais pagavam altos impostos e viviam em situação de pobreza. O governo czarista era um governo absolutista, ou seja, Nicolau II comandava com poderes absolutos, não cedendo espaço para a participação popular (democracia), comandando inclusive a Igreja; motivo este de descontentamento geral da população.
Nicolau II (Czar Russo)

      Em 1890, o governo inicia um processo de modernização das indústrias, porém, usando capital estrangeiro

ANTECEDENTES:
        No final do século XIX os ideais socialistas chegam à Rússia. Em 1898 é fundado o Partido Operário Social-Democrata Russo (POSDR).
       Em 1903 o Partido Operário Social- Democrata Russo se dividiu em dois grupos: Bolcheviques e Mencheviques.
- Bolcheviques: queriam derrubar o czarismo pela força, eram liderados por Lênin.
- Mencheviques: propunham a implantação do socialismo através de reformas moderadas.
     Em 1905 a Rússia se envolveu em uma guerra contra o Japão, este conflito desorganizou a economia piorando a situação dos operários e camponeses. A humilhação da derrota acirrou os ânimos contra o czar. No ano seguinte, os habitantes saíram em uma passeata a fim de entregar suas reivindicações ao Imperador, exigindo melhorias nas condições de vida e a instalação de um parlamento. O czar respondeu com um massacre promovido por suas tropas, episódio que ficaria conhecido como Domingo Sangrento, aumentando ainda mais a revolta do povo.
Domingo Sangrento

       A fim de sufocar o desconforto causado com o massacre do Domingo Sangrento, Nicolau II  promulgou uma Constituição e permitiu a convocação de eleições para a Duma (Parlamento),  neste momento surgem os Sovietes (responsáveis pela representação popular na Duma). A Rússia tornava-se assim uma monarquia constitucional, embora o czar concentrasse grande poder, em contraste com as limitações do Parlamento. Na realidade, o governo ganhou tempo e organizou as reações contra as agitações sociais.
Duma- Parlamento Russo
       Com todo esse panorama que não favorecia a população, Nicolau II decide colocar a Rússia na Primeira Guerra Mundial, como membro da Tríplice Entente, juntamente com Inglaterra e  França, contra a Alemanha e a Áustria-Hungria; as sucessivas derrotas, deixaram a Rússia militarmente aniquilada e economicamente desorganizada, o que foi a  gota d´água para que se iniciassem os protestos contra o poder do Czar.     
     Em 1917 ocorre a chamada REVOLUÇÃO DE FEVEREIRO, que derrubou o Czar Nicolau II e buscava instaurar uma república liberal, formou-se um Governo Provisório, que passou para uma fase socialista, sob a chefia de Kerensky (Menchevique)..

Kerensky
     Sofrendo pressões dos sovietes, o governo concedeu anistia aos prisioneiros e exilados políticos. De volta à Rússia, os bolcheviques, liderados por Lênin e Trotsky, organizaram um congresso onde defendiam:“Paz, terra e pão” e “Todo o poder aos sovietes”. 
      Ainda no mesmo ano ocorre a  REVOLUÇÃO DE OUTUBRO,  caracterizada pela queda do governo provisório e instauração do regime socialista soviético, pelo partido bolchevique, liderado por Vladimir Lênin.
Vladimir Ilyich Ulyanov- Mais conhecido como Lênin

     Para evitar qualquer tentativa de restauração monárquica, o czar Nicolau II e sua família foram mortos em julho de 1918.

Principais medidas da Revolução de Outubro:
  • Confisco das terras do clero e da nobreza
  • Retirada da Rússia da Guerra
  • Reforma agrária
  • Estatização das empresas estrangeiras
  • Eleições para a escolha de juízes
  • Assinatura do Tratado de Brest-Litovsky com a Alemanha, onde cessava fogo e perdia territórios como a Polônia, Finlândia e Ucrânia. 
GUERRA CIVIL:
    Os quatro primeiros anos de governo bolchevique foram marcados por uma guerra civil que abalou profundamente a Rússia. O Exército Vermelho, criado por Leon Trotsky, derrotou o Exército Branco e garantiu a permanência dos Bolcheviques no poder. A revolução estava salva, mas a paralisação econômica era quase total.
     Em 1918 inicia-se um período chamado COMUNISMO DE GUERRA, caracterizado por medidas radicais como:
  • Separação Igreja X Estado
  • Nacionalização de bancos e transportes 
  • Retenção de toda produção agrícola pelo Estado
  • Fim da propriedade privada
    Em 1919 o Partido Operário Social Democrata Russo passa a se chamar PARTIDO COMUNISTA, em situação unipartidária ( partido único).
    Para restaurar a confiança no governo, foi criada em 1921 a NEP (Nova Política Econômica), que permitia a entrada de capital estrangeiro. A aplicação da NEP resultou no crescimento industrial e agrícola da Rússia.
       Com o fim da I Guerra, o governo Bolchevique teve que se preocupar com outras duas ameaças, são elas:
  •    Grupos antirrevolucionários composto por monarquistas, socialistas-revolucionários, mencheviques e anarquistas.
  • Ameaça externa das coligações formadas por países capitalistas que pretendiam combater o Estado soviético e restaurar o capitalismo na Rússia.
     Este conflito acaba apenas no final da década de 1920 com a vitória do Exército Vermelho  que combatia os contrarrevolucionários do exército branco (apoiado pelas coligações capitalistas).
   
NOVA POLÍTICA ECONÔMICA- NEP
    A NEP era baseada nas pequenas explorações agrícolas, industriais e comerciais à iniciativa privada, para fazer com que União Soviética saísse da crise em que se encontrava.
   As enormes dificuldades enfrentadas pela economia russa provocaram um recuo da parte do governo socialista. Lênin pensou, naquele momento crítico do país, ser necessário rever a política econômica adotada pelos revolucionários. Retomar a atividade comercial nas cidades e conceder maior autonomia aos camponeses para que produzissem foram as primeiras medidas adotadas pelo governo para superar a crise provocada pelo comunismo de guerra. A Rússia resgatou temporariamente algumas das características de um modelo econômico capitalista. A ideia de Lênin, ao propor essas medidas, era possibilitar a retomada do crescimento da economia russa e estabilizar o país para, em seguida, consolidar o sistema socialista. Nesse contexto, ficou célebre a frase de Lênin que sintetizou os objetivos da NEP: "É preciso voltar um passo atrás para depois avançar dois à frente." Em 1922 foi criada a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS).
 
Bandeira da União da Repúblicas Socialistas Soviéticas- URSS
Foice e martelo são símbolos que representam a classe trabalhadora - o trabalho agrícola e o trabalho industrial, respectivamente.


   Com a morte de Lênin em 1924,  Stalin( defensor do fortalecimento da revolução no próprio país) e Trotsky  (defensor  da extensão da revolução para outros países) disputam o poder. Stalin sai vitorioso e expulsa Trotsky e seus aliados. Em 1940 Trotsky é assassinado no México a mando de Stalin, que instaura uma ditadura na Rússia.
Stalin

Trotsky
DITADURA STALINISTA:
     Período de autoritarismo e repressão severa à oposição do governo stalinista. Por meio do planejamento econômico estatal (elaborado em planos quinquenais por técnicos do governo), o país passou por grandes transformações, tornando-se uma das maiores potências do século XX. Desenvolveu a indústria pesada, explorando reservas de carvão, ferro e petróleo, produzindo aço e ampliando a eletrificação. Mecanizou a agricultura e promoveu uma imensa coletivização do campo (extinção forçada da propriedade privada da terra).
     Por outro lado, no período de 1936 a 1938, ocorreram as chamadas depurações stalinistas; milhares de cidadãos foram presos, torturados, condenados ao trabalho em campos de concentração ou executados; estima-se que o terror político matou cerca de 500 mil pessoas, além de prender e torturar mais de 5 milhões de cidadãos.
Propaganda Stalinista- Stalin que significa "Homem de aço" em russo, como o defensor dos operários e camponeses.

FIM DA URSS:
       Ao fim da ditadura Stalinista o panorama russo era o seguinte:
  • Crise desencadeada pelo modelo econômico que impunha a população a viver sob a escassez de muitos bens de consumo;
  • Reformas mal conduzidas que levaram à deterioração da qualidade de vida da população;
  • Descontentamento popular com a oferta de produtos, principalmente alimentos;
  • A pobreza do povo;
  • As diferenças de qualidade de vida entre os cidadãos da URSS e os do bloco capitalista;
  • Concentração do poder;
  • Enfraquecimento do poder central;
  • O autoritarismo, com a censura à igreja e as mais diversas formas de manifestações populares;
  • Enfraquecimento da disciplina do Partido Comunista devido à divisão ideológica;
  • Guerra Fria e a pressão do Ocidente.
     Com a morte de Stalin, Nikita Khrushchov assume o poder, e cria uma política de coexistência pacífica com os Estados Unidos ( principal interessado na implantação do capitalismo na Rússia). A partir daí eventos como a Glasnot (liberação política) e a Perestroika ( reformulação econômica) deram margem para o ingresso do capitalismo no país. No dia 8 de dezembro de 1991 após acordo entre os líderes da Ucrânia, Bialowieza, Bielorrúsia e Rússia a URSS é dissolvida. Em seguida, foi formada a CEI (Comunidade dos Estados Independentes), a Federação Russa.
Bandeira da Rússia

Líderes da União Soviética durante o regime socialista:
- Vladimir Lenin (8 de novembro de 1917 a 21 de janeiro de 1924) .
- Josef Stalin (3 de abril de 1922 a 5 de março de 1953).
- Nikita Khrushchov (7 de setembro de 1953 a 14 de outubro de 1964).
- Leonid Brejnev (14 de outubro de 1964 a 10 de novembro de 1982).
- Iúri Andopov (12 de novembro de 1982 a 9 de fevereiro de 1984).
- Konstantin Chernenko (13 de fevereiro de 1984 a 10 de março de 1985).
- Mikhail Gorbachev (11 de março de 1985 a 24 de agosto de 1991).